Cesário Verde em Milady pintou teu rosto,
Deslumbramento visceral. Quanto infortúnio!
Quotidianamente, à noite, o plenilúnio,
Como consolo à mágoa assiste o teu desgosto.
Tu lembras Ana d'Áustria afoita em não me toques,
Característica de nossas escritoras,
A substância das espécies sofredoras,
Intermináveis cirurgias de botoques.
Recrutam para a retaguarda a Dor estética,
Desintegrando a estrambótica patética,
Ampla vibrando no teu corpo que deságua
Na tua sombra que procede das Moneras,
No teu desejo arcaico que mora entre feras,
Este desvio pulsional da eterna mágoa.
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