terça-feira, 16 de novembro de 2010

VII

Menina que morava na casa do canto,
Eu fiz do muro a passarela de lagartos,
Dei nome aos gatos e matei uma galinha;
Por tua causa me tornei um rapsodista,




Inverso a todo amor humano de Afrodite...
Meus pais pensavam se tratar de apendicite;
Naquela tarde o teu silvado tão solene,
Solo apropriado de minha agricultura,




Teu oceano de amargura em minha frente...
O pulso de teu rio ardeu em mim, sem lágrimas,
Quando de bicicleta pro Jenibaú,




Por causa dessas ninfas da beira do rio.
Eu sou bastardo de Afrodite, e sei nascemos
Os dois nascemos cada qual de um deus distinto,




E eu sinto muito e largo os remos de Afrodite.

Nenhum comentário: