A noite é um combate de Napoleões;
Sou presa de leões famintos nesta selva;
A noite e as convulsões dos membros desejantes,
Os corpos cintilantes da vida noturna...
Eu desafio aquela estrela da manhã,
Que venha ao meu divã num tresloucado gesto,
Desabafar incestos na hora do galo,
Quero perder o senso antes que o galo cante
Pra me perder na selva do inferno de Dante;
Eu vou pela infernal descida anoitecendo...
Algo me puxa! Algo me empurra! É o meu desejo...
Feito morcego balançando na janela,
E eu não dou conta do fantasma do meu sonho,
Herdeiro das assombrações filogenéticas.
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