sexta-feira, 12 de novembro de 2010

XXIII

Eu sou filho de um pai que me deu uma serpente,
E que, por perversão, tirou minha costela;
Eu me perdi pra ser Adão no paraíso
Com ser cruel um deus que me condena a mim,






Que decretou satisfação fora de mim,
E me fez dar o que não tenho a quem não é...
A sorte, a rejeição instaura esse desejo
Pra ser a que se satisfaz fora de mim,






A que se exibe e se propõe, a mascarada,
Ante a estranheza da serpente finaliza...
__Eu decaí pra ser teu sonho de consumo,






No corcovado quem abre os braços sou eu,
A que se satisfaz fora de mim sou eu,
A morte para mim é ser o que não sou.

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