terça-feira, 16 de novembro de 2010

LXXXII

O Amor seja infinito como a tartaruga,
que, creio, é de longínquas datas no oceano:
O manto desse sonho em trajes desumanos,
Em dançarina se desfolha e tira a blusa,




E mostra o seio nutridor com que Medusa
Toda noite passeia por ruas sombrias...
__Os teus lutos caminham do lado direito
Do palco; o escudo que tua mão petrificara,




A posse brusca do desejo que ficara,
O silêncio apresenta o escudo em que Perseu,
Na singularidade do silêncio teu,




O palco dos delírios vai tirando a blusa,
Reflete o olhar petrificante de Medusa,
Tão infinito amor o peito acaricia!











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