sábado, 13 de novembro de 2010

XV

Minha  musa o silêncio a cinge em jóias raras.
Os olhos são lírios crescendo em águas claras;
Nelas, o escafandrista encontra coisas caras
Que deixam refletir o gozo de umas taras;


Minha musa é o primeiro verso antes da aurora
Com que a lira se apouca e range rouca agora:
Ela corre mil braças de silêncio afora,
Com seus olhos de fogo e vício que degrada;


O sol dela se agrada, suspendendo os olhos,
De cima dos abrolhos para ver a flora.
Minha musa usa brincos de pedras azuis


Como as éguas azuis de Francisco Carvalho...
No colo dessas longas praias que ela pasce
Ao longe, o sol cheio de amor lhe beija a face!

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