Nasceu em Sítios Novos; viveu no Coqueirinho.
O pai tinha carranca; a mãe era abissal.
Cantava no quintal a marcha do gelinho.
Olhou-me quase morta, recostada à porta,
Os olhos derramavam quão triste querela,
Então supus que eu era amor de sua irmã...
O pai tinha uma gráfica na Aldeota,
E um jipe guarnecido de preta capota;
Mudou-se pra Érico Mota, a rua preferida
Da mãe favorecida por mil cruzeiros novos,
Filha de Sítios Novos (uma beleza rara)!
Que aos anjos se compara o rosto da suposta,
Da qual minh'alma gosta pela eterna lei,
Com quem jamais troquei sequer um monossílabo
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