Quando em mim novecentos e setenta e quatro,
O teu amor era imortal, era invencível,
Tu, contra o muro da Bezerra de Menezes,
Bateste a cara mais de cento e oitenta vezes;
O teu amor angustiado, boca muda,
Sentado à beira do caminho de defronte,
Sempre sonhando em alcançar a paz de Buda
Na tua casa, esquina com Humberto Monte.
Tu hoje escarras no concreto dessa ponte
Que te não deixas ver a linha do horizonte,
A Humberto Monte tomou ares de avenida...
Eu assisti à cruel metamorfose,
Dentro de uma sintaxe real, bem definida;
De boca muda, A Mister Hull, compadecida
Da minha triste acentuada escoliose.
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