terça-feira, 16 de novembro de 2010

XIII

Quando em mim novecentos e setenta e quatro,
O teu amor era imortal, era invencível,
Tu, contra o muro da Bezerra de Menezes,
Bateste a cara mais de cento e oitenta vezes;




O teu amor angustiado, boca muda,
Sentado à beira do caminho de defronte,
Sempre sonhando em alcançar a paz de Buda
Na tua casa, esquina com Humberto Monte.




Tu hoje escarras no concreto dessa ponte
Que te não deixas ver a linha do horizonte,
A Humberto Monte tomou ares de avenida...




Eu assisti à cruel metamorfose,
Dentro de uma sintaxe real, bem definida;
De boca muda, A Mister Hull, compadecida




Da minha triste acentuada escoliose.

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