Tua primeira danação foi uma beleza:
Pelos portículos, Nely, de Sítios Novos,
Equilibrava na cabeça uma cesta de ovos,
Foi teu período de esquecer sobre o colchão.
Surgindo e ressurgindo na televisão,
Tua primeira danação trampolinada...
Eh danação! Ao vivo, purpúreo clarão,
Tu, no banquete de Platão, que permitia
O esquecimento do período em que vivia,
Beijaste a boca à Diotima (e o corpo dela)
Tonto de uma orgia estranha, belo de exaustão,
Lubrificado de Eros pela danação,
No tempo em que menino, a mítica Diotima
Cantava a música mais rara e mais divina!
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