Mansão feérica de antigos minuetos
Acena o ócio pra centúria de sonetos,
De quando em noite negra ou aurora indefinida,
Na bidimensionalidade da Avenida,
No ócio da Avenida Bezerra de Menezes,
Um trono de paixão, esplêndido mil vezes...
Havia vários meses, certo fidalgote
Corria entre os canteiros a buscar a sorte;
A muita bela da mansão vê das colinas
Aquele amor de fidalgote dobra-esquinas,
A flor da idade é semelhante a uma serpente,
Pois neste desenlace triste, de repente,
Pulsando na consorte a espada de Perseu,
O fidalgote da fidalga se perdeu.
XCIV
Que lúbricos anseios o rapaz sentia,
A alma aprisionada amado ver teria
Como reflexo d'alma aquela realeza,
A sita na mansão! A cópia da beleza!
Para os mortais de então da bela Fortaleza,
Aonde em cada ninho um pássaro canoro,
No ócio da abóbada noturna da Avenida.
__E fidalgote algum jamais entrou em frias
Situações como essas de tomar remédio,
A muito bela foi tomada pelo tédio
Entre cachorros de beiral e lájeas frias.
Um trono de paixão, esplêndido mil vezes,
No ócio da Avenida Bezerra de Menezes,
Mansão feérica de antigos minuetos
Acena o ócio pra centúria de sonetos.
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