sábado, 13 de novembro de 2010

LXXI

Ouve as queixa de um sonho antigo, louco,
O seio dessa noite minha e tua...
A minha alma vai girando cheia,
A lua cheia vai ficando pouca.


Este edifício, turbilhão que ferve
Em fogo e sangue, a minha mão escreve
A mão que escreve o que não diz a boca;
Este edifício de paixão e mágoa


É o coração do coração de Vênus,
Cárcere de paixão ardente, louca.
O sol derrama flóculos albentes,


E a lua cheia vai ficando pouca;
A fogo e sangue, a alma geme louca,
E a mão escreve o que não diz a boca.





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