sábado, 13 de novembro de 2010

XX

Esse lugar redondo, imenso que balança,
No coração balança o corpo em contradança;
E mesmo em face desse grande desencanto,
Dela se desiludir mais quando lhe vejo,


Eu reproduso este objeto do desejo,
Eu sou um percevejo presumido e tanto...
Do alto céu ao mar alto aponta o meu destino,
O fundo deste abismo cujo libertino


Tombar como cretino agora em desencanto
Não tenha mais o encanto (do céu seja exilado)
O céu do meu destino aponte o mastro e as vergas


A bordo do navio, todas as entregas,
O meu desejo fique no seu corpo fixo,
Espetado em suas carnes como um percevejo.

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