sexta-feira, 12 de novembro de 2010

XXVI

Janelas do meu quarto que me dais
O amor pagão, a estrela imorredoura,
as gemedoras cordas dos arcanjos,
A noite e os cotovelos da saudade.


Essa janelas loucas de teus olhos,
Um trem descabelado trouxe a névoa,
Em seu chapéu tricórnio o violino,
Os olhos diluídos na canção.


A noite com seu bico de rapina,
abriu dentro do peito uma cratera;
A boca se Saturno planetária


Ulula...E essa algaroba? __quando a chuva
Desliza no silêncio o violino__
Silvante abre no bosque uma canção.

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