Janelas do meu quarto que me dais
O amor pagão, a estrela imorredoura,
as gemedoras cordas dos arcanjos,
A noite e os cotovelos da saudade.
Essa janelas loucas de teus olhos,
Um trem descabelado trouxe a névoa,
Em seu chapéu tricórnio o violino,
Os olhos diluídos na canção.
A noite com seu bico de rapina,
abriu dentro do peito uma cratera;
A boca se Saturno planetária
Ulula...E essa algaroba? __quando a chuva
Desliza no silêncio o violino__
Silvante abre no bosque uma canção.
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