terça-feira, 16 de novembro de 2010

IV

Naquela manhã encontrei na dividida,
Teu corpo na Avenida Jovita Feitosa.
Como é bastante ousada a alma de um poeta!
Hoje eu te vi descer mais um degrau da escada,




Com ar de pura hipocrisia que me agrada;
Puseste maquilagem disfarçando a idade,
Com curiosidade fito-te a bacia,
O teu porte se alia ao de uma adolescente,




Força é mudares de vida assim de repente...
Mergulhaste num abismo indômito, selvagem,
Assim como o crepúsculo do entardecer,




Não é bastante não ser cego para ver.
Teu corpo inda me abrasa; e o meu desejo espia
As marcas indeléveis de Sarah Judia.

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