sábado, 13 de novembro de 2010

XVII

A mão que toca o ser do outro negligenci-o
Por ser somente o objeto do desejo dela!
A mão acorda bruscamente e abre a janela,
A rosa cinzenta de chuva é um oceano.


A grande onda que derruba as portas do luto
Adormecido, faz tanto tempo, em sua concha,
Carrega quilos de linguagem em sua concha,
Com seus lobos de guerra ao nível de tragédia;



E suas lombas de mulher (amor dos gregos?)
 Acontecido há tanto tempo no Banquete,
As tuas mãos são como um choque de oceano,



Cabe na palma de tua mão este oceano,
 Por ser somente o objeto do desejo teu;
No quarto escuro o meu amor  derruba os copos.


Nenhum comentário: