sexta-feira, 12 de novembro de 2010

XXV

Há que hospedar meu canto, meu riso e meu pranto,
Dizer ao coração do mar coisas bonitas!...
Eu te verei quando Deus der a volta ao mundo,
E às tuas éguas azuis em noites formidáveis,


E a este cavalo grande para o teu desfecho
Embriagar-te a pena até o esgotamento.
Este quarto vermelho, em desordem, inculto
E belo, quando o esposo vir sem que tu saibas,


Quem é Aquiles nunca chega à tartaruga.
Aquele tigre é manso mas não pode matar...
__Para trás, Cavalinho, vou dormir agora.


Essas éguas azuis correndo em campo nu,
Erguidas sobre o quarto em desordem, que fala,
Dizendo ao coração de Deus coisas bonitas!

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