A mão que tem o menosprezo do desejo
É a mesma que aprecia o objeto do desejo:
Ao longe, a mão dormita no alto do rochedo,
O sol lhe aquece as partes menos importantes.
__O sonho inevitável de Eros e Psique,
Essa mão vil, suspensa da cabeça de Eros,
O corpo espedaçando as partes menos importantes,
É a mesma praga que aniquila, e que executa
A mão por sobre quem Amor, com força bruta,
Enlaça em alta luta, do alto do rochedo,
Cumprindo o fado, cedo, tonto do que houvera...
O corpo espedaçado até a última baixeza,
A parte menos importante da vileza,
A parte formidável do destino de Eros.
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