As mãos são lânguidas, e os olhos são escuros;
Os lábios são maduros __ e tens da Iracema,
A virgem do poema, o negro dos cabelos,
Mulher plena de zelos, próxima e distante,
A única prestante no meu quarto escuro,
Que fez aqui se renovasse o meu futuro
Para a embriaguez da contemplação estética...
Suspensas na beleza dos instintos mansos.
__De santuário em santuário, sem descanso
A terra tão pisada de teu chão alcanço:
És grega e racional à moda de Espinosa,
A criação te fez assim maravilhosa,
Tu tens também necessidade de ser fera!
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