terça-feira, 16 de novembro de 2010

VIII

Da companhia de desejos mutilados,
Como um lagarto a quem se lhe cortasse o rabo,
Me acerquei. Tudo pára e fica numa perna só,
Eu vejo essa persona alta do rochedo,




Essa Madona nua na televisão...
É o teu poder que me dá asas pra voar,
Eu me consagro a ti, beleza estonteante,
Desejo que desliza no desejo além.




Além do que desejas no significante,
A soma desse olhar trágico, estruturante,
Por trás dessa persona onde desgraça pouca




É bobagem demanda um grande desconcerto;
Digo para além do indelével da janela:
Caiste em cheio na metáfora que sou.

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