O meu amor é um relâmpago dos deuses,
Rua de árvores desfolhadas sete vezes,
Realizando neste sonho estupidezes,
O meu amor tem muitas árvores e meses.
Ai quando a sombra da Bezerra de Menezes,
À noite, esta água escura lava os pés às reses,
Enfuna os úberes das árvores corteses,
Lançando espadas no meu peito as avidezes,
Que da garganta ao peito por milhões de vezes,
O corpo desnutrido pelas escassezes
Tombou como no Limbo tombam seus fregueses.
O meu amor é um relâmpago dos deuses,
Morrendo e resistindo cento e oitenta vezes,
Nos últimos arrancos de seus nove meses
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