terça-feira, 16 de novembro de 2010

V

Esse jeito campestre e romano do amor,
A grande ocupação do amor é a liberdade
Poética que a sorte aponta, e é cara aos deuses
Basta abrir a janela para ver o mar,




Que a poesia não tem chefe vitalício
E o coração necessidade de sorteio:
Raiou a liberdade do alto dos telhados,
Raiou a liberdade até perder o pé...




Preside nesse mar, por carta de loucura,
Essa mulher que a sorte aponta, e é cara aos deuses;
Ajuntemos ao meu um outro olhar que é teu,




A esse olhar que é teu, tocado de infinito,
O próprio céu mostrando a linha divisória,
Essa luz soberana que preside o mar!

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