sexta-feira, 12 de novembro de 2010

XXI

Com este filtro oculto onde a matéria sente
A parte do teu corpo menos inocente,
Os violinos vão além das epidermes;
Vão ao momento horizontal onde a cultura


Protege o corpo no silêncio da loucura,
Lâmina de ceifar do corpo a parte bruta;
Em desespero e alta luta, íntegro e perfeito,
Socorre o corpo estremecido, insatisfeito;



Movediço de si mesmo, quer e executa;
O filtro oculto desintegra em alta luta,
Dentro da gruta, absconso, revolvendo a terra,



O corpo que se encerra na matéria bruta,
E os violinos, com tal zelo, nesses sonhos,
Chegam às cordas da laringe tão risonhos.


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