quinta-feira, 18 de novembro de 2010

XCVII

A tua boca é doce como mel de cana,
E o teu caule é uma flauta em minha boca:
Num só mel transformado em poesia,
A tua voz era a minha sobremesa




Preparada no orvalho da manhã;
Num só mel transformado em oxigênio,
Para o canavial da tua voz,
Do néctar venturoso que tu és,






O vôo do meu sussurro no vazio,
Relâmpagos que tombam no plantio,
E o teu caule é uma flauta em minha boca...




Nos olhos recebias de usufruto,
Num só mel transformado em rapadura
A virtude da terra no teu corpo.













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